Mostrando postagens com marcador desafio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desafio. Mostrar todas as postagens

07 abril 2015

#ContosDaJuju | Perguntas e respostas

Uma coisa é fato: Mãe (e pai) aprende... respondendo! 

Por aqui as perguntas estão cada vez mais reveladoras! Através dos questionamentos da Maria Ju, eu consigo perceber o que ela está vivendo na escola, com os amiguinhos, o conteúdo que está consumindo, os valores que já absorveu, o seu repertório se formando. 

Experimenta prestar atenção nas perguntas dos seus pequenos! São ricas e maravilhosas! Além de divertidíssimas, claro! 

Por isso separei aqui as minhas perguntas preferidas, aquelas que me mostraram com clareza como a vida aguça a curiosidade, o raciocínio e a vontade de aprender dos pequenos.

Pode rir, está permitido! ;P

Maria-curiosa! :D


1. "Mãe, o Gu não vai mais ser o meu pai?"

Essa eu ouvi quando contei que estava namorando, cerca de 2 anos depois da separação do pai dela. Como moramos em cidades diferentes, percebi o quanto ela ainda não tinha separado as relações. Expliquei.

"Claro que vai, filha! Seu pai vai ser sempre o seu pai! Isso não vai mudar nunca! Lembra que ele também tem uma namorada?"

"Hunrum"

"E eu deixei de ser sua mãe por isso?"

"Não!!" - com olhinhos arregalados de "caiu a ficha"

"Pronto, é a mesma coisa! Família é uma coisa que não muda nunca!"

Fácil, né? Agora segura essa:



2. "Mas por que ele é meu pai se ele não é mais seu namorado?"

Eu lembro dessa cena como hoje. Estávamos no supermercado, ela sentada no carrinho, #aos3, e eu, pálida, sem saber o que fazer. 

"Porque nós fizemos você juntos! Você não vai nascer de novo agora, vai?"

"Não!" - com carinha de "que boba você, mãe"

Sim, teve A pergunta depois disso!



3. "Mãe, e como vocês me fizeram?"

Pois é. A temida pergunta. No supermercado, às 9h da manhã. #OQueFazer?!

"Eu e seu pai éramos namorados. Então um dia ele pôs uma sementinha na minha barriga e você cresceu aqui dentro."

"Você engoliu a sementinha que ele te deu?"

"Hunrum" 

"Mãe, a sementinha era gostosa?"

"Não tinha gosto de nada, Ju. Mas olha... vamos comprar seu biscoito de chocolate?"

Não me julguem. Eu não estava preparada, foi o melhor que deu pra fazer. D=
Mas até acho que adaptei o papo da sementinha de um jeito não-traumático. Vamos ver até quando essa resposta vai ser suficiente pra ela. 



4. "Mãe, qual a diferença entre irmão de sangue e irmão de coração?"

Essa me pegou de jeito! A Ju tem uma "irmã de coração", enteada do pai dela. São super amigas, as duas juntas é uma festa! Mas agora ela vai ter uma meio-irmã também. O pai vai ser pai de novo. E com a novidade, veio a curiosidade, claro.

"Nenhuma, filha!"

"Tem certeza, mãe?"

"Olha, filha, a diferença é que o pai de sangue de uma irmã é o seu pai de sangue também e o da outra irmã, é outro pai de sangue. Mas isso muda o seu amor por elas?"

"Acho que não..."

"Exatamente. A diferença está no seu coração. Se você ama as suas duas irmãs do mesmo jeito, tanto faz se é de sangue ou de coração."

Há quem diga que isso é um absurdo! Que uma é irmã "de verdade" e a outra não. 
A esses, deixo a dica: Adotem um filho. Depois conversamos. ;)

Amor é amor. Você dá a quem e na quantidade que quiser.  :D




5.  "Mãe, tio Yuri​, conta aí, como vocês... assim... resolveram namorar?"

O_o - os dois com cara de #ComoFaz?

"Como assim, filha? Como a gente percebeu que se gostava?"

"É... como... você sabe... rolou um clima?"

Pausa pra gargalhada abafada pra não desmerecer a pergunta dela

"Ué, Ju, não é uma coisa que dá pra explicar... É uma coisa que a gente sente."

"Tá, tá, mas como foi que... vocês... você sabe... o clima?! "

"Como a gente resolveu ficar junto?"

"Éeeeee!!!!"

"A gente já era muito amigo, aí um dia a gente percebeu que se gostava. E foi isso."

"Ah tá... sei sei..." - cara de "Já entendi que vocês não vão me dar detalhes"

"Ju..."

"Oi mãe!"

"Por que você quer saber? Já rolou um clima com você?"

O___________O  cara de "fui pega no flagra!"

"Não, né mãe! É que... é que... eu fiquei curiosa, ah.. deixa pra lá!"

Risada geral e o assunto "morreu". Mas eu fiquei com a pulga atrás da orelha e prestando atenção nas reações dela.

Dias depois descobri que na novelinha que ela assiste "rolou um clima" entre dois personagens. 

Achei uma fofura ela trazer a situação da TV, com crianças, pro carinho que ela me vê ter com o meu namorado - estávamos no carro conversando apaixonadinhos quando ela fez a pergunta, lá do banco de trás - e ter juntado as duas coisas. 

A descoberta das crianças não é uma coisa linda? :D

21 maio 2014

#ConstruindoAMamãe 01 - Sobre o Peso e o Espelho

A história do documentário Embrace chamou minha atenção essa semana no blog da Ju Romano:

"E se você é gorda e acha que se amaria mais se fosse magra, eu te digo uma coisa: você não vai se amar mais se emagrecer! 
Esse assunto tem tudo a ver comigo, então resolvi contar também a minha história de ser gorda e ser magra.

23 agosto 2011

#comofaz?

Nas últimas semanas tenho sentido a necessidade de cavar uma trincheira e me enfiar dentro dela. 
Tudo porque ainda não aprendi a lidar com algumas porradas que costumo levar da vida. Aham. Costumo levar. Coisa de gente esperta, que não aprende de primeira nem segunda, sabe? :P 

Me ocorreu então que o estado de alerta dos soldados entrincheirados devia ser ensinado na escola.
Exagero?!     Talvez. :P
Mas acho que é mais uma referência quase poética.

(Acreditem, uma hora isso vai virar papo de mãe...)

Na trincheira, uma fração de segundos e a desatenção pode tirar-lhe a vida. Ou pelo menos te mutilar.
Na vida "pacífica", perder a crença nas pessoas é uma mutilação possível.

Estaríamos nós em guerra constante?
Eu acho.

Acho que a vida é um jogo de estratégia (valeu, Sun Tzu!), em que só vence quem tem o conhecimento, o controle e a frieza necessários.

Opa, perae! Vencer?
É, vencer.
Vencer no sentido de viver bem, de ser feliz.

Eu leio sobre bullying, sobre violência entre crianças, e pra sociedade o mundo tá indo bem. Oi?!

Vejo valores humanos indo pro ralo enquanto nossos bebês aprendem a "construir um mundo melhor", um mundo "verde".
Não que eu seja contra a consciência ambiental, não me entenda mal.

É que eu vejo que os valores humanos que eu aprendi na escola - voltados pra família, pro companheirismo, pra empatia como base para as relações de amor e amizade - estão sendo deixados de lado.

E, pra mim, mundo verde com gente cinza, não tem valia do mesmo jeito.

Será só impressão minha? Tomara!
Mas acho que não.
Ou então não veríamos tanta gente admitindo com orgulho que não é lá flor que se cheire. vide principais notícias do facebook ;P

"Eu sou humano, então não espere tanto de mim. Eu vou errar e provavelmente te machucar. Tô de boa com isso."

Eu não cresci assim.
Cresci acreditando nas pessoas e naturalmente agindo de forma que elas pudessem acreditar em mim.

Ahm, eu sou perfeita?
Não mesmo! Longe disso!! Bem longe mesmo! xP
Claro que já decepcionei várias pessoas ao logo da vida.
Claro que já errei muito. E ainda vou errar.
Mas não estou "ok" com isso. Vou passar a vida tentando acertar e ficando puta possessa quando errar.
Quando eu decepciono alguém, decepciono mais a mim e carrego aquilo comigo pra sempre. #nematerapiaresolvefeelings
Isso é "se importar".

Eu me orgulho de me importar.
De me preocupar com o que faço e falo, pra que seja sempre que possível coerente, correto.
Eu não me orgulho dos meus erros, apesar de não negá-los.
Me orgulho de encará-los e ser responsável por suas consequências.
E quero ensinar a Maria Júlia a ser assim.

E agora, finalmente, o papo de mãe:

Como a gente explica pros filhos que eles precisam ser pessoas boas, respeitar os outros, serem amigos leais, cultivarem amores reais?

Como a gente explica que pra ter um amor (ou um amigo), você precisa se doar, confiar, perder o chão? Não há outra forma de viver plenamente.

Como a gente faz isso depois que cresce, vira mãe/pai adulto e enxerga que as pessoas estão sendo criadas num mundo onde foder machucar os outros é normal, todo mundo faz?

Como a gente fala prum filho confiar nas pessoas depois de se decepcionar com melhores amigos, pais, maridos, esposas, irmãos?

Aceitar que a vida é assim mesmo deve ser o primeiro passo.
Vou trabalhar nisso. nota: levar pra terapia

Mas ainda acho que jogar os filhos aos leões famintos sem avisar que não são gatinhos fofos, vai ser uma tarefa árdua.

Imagina deixar a Ju entrar na adolescência, conhecer os primeiros amigos, o primeiro namorado, sabendo que a maioria deles vai fazê-la sofrer em algum momento e, ainda assim, deixá-la aprender vivendo?

Resistir ao impulso de avisar para não poupá-la do próprio aprendizado. How?!?!?!

Pensar sempre que ser crédulo é saudável até certa idade será mesmo?, e que ela vai, aos poucos, definindo o que é melhor pra si.

Não tenho idéia de como passar por isso.
Não sei o que é certo, nem o que é "recomendado".

Até porque se, depois de tudo isso, ela se decepcionar a ponto de resolver não confiar mais like me, será que vai ficar a sensação de "eu podia ter evitado isso"?

Ó santo das dúvidas maternais, ajudaí, por favor!
Manda pelo menos um manualzinho com citações #ficaadica pra dar uma mão. #}


E lá vou eu pra mais uma tarefa "aprenda fazendo e perguntando" do jeito mãe de viver as coisas.


Beijos muitos! :))

09 março 2011

Eu posso sim!!!

Num momento super tranquilo desta terça de carnaval, compartilhando o divertimento da noite anterior, eis que escuto...

"Você tem que entender que, ao escolher ter um filho, sua vida muda mesmo, você não pode mais querer chegar às 5h da manhã em casa depois de uma balada..."

O sangue capricorniano fervendo em minha cabeça dialogou muito com uma calma que não é minha antes de me deixar responder...

"Eu NÃO POSSO? Cara, eu passo os dias adaptando tudo que é meu pra me encaixar na vida da minha filha, no que é melhor pra ela, e sou feliz por poder fazer isso.

Todos os meus amigos sabem que só marco alguma coisa pelos horários e necessidades dela. E tudo bem. 

Eu nunca saio antes de pôr a Maria pra dormir, nunca deixo ela com alguém que ela não a babá ou a avó, nunca deixei ela dormir fora de casa com alguém que não esteja acostumada só pra poder sair de qualquer jeito...

Faço isso porque acredito como mãe que é assim que tem que ser feito.

90% do esforço que faço pra ser uma pessoa melhor todos os dias é pra ser um exemplo incrível pra ela. Dedico 10% pra me amar como sou.

Sou uma mãe que é cada vez melhor principalmente pelo fato de saber que tô aprendendo diariamente a ser mãe. 

Por me permitir tentar, acertar e errar... 

Sou a melhor mãe que posso ser. 

E eu não posso ser a Isis Rocha, 26 anos, cheia de vida, de amigos, de alegria, que eu sou?

Eu posso sim!"


Sério que alguém se acha no direito de abrir a boca e dizer isso na minha cara?

Fiquei pensando nisso um dia inteiro, pensando o que eu deixo de ser pra dar a alguém que me conhece motivos pra dizer algo assim.

Será que é o fato de ter me separado do pai da Julia e ter voltado pra casa pra recomeçar a vida? 

Pode ser, porque quando eu era casada com ele, a cobrança era pra que eu arrumasse tempo pra ser mulher e esposa feliz, além de mãe dedicada e impecável.

Será que é porque tenho 26 anos, e apesar de faltar muito pra reconquistar a independência que um dia tive, sou feliz sendo mãe e mulher e curto minha evolução, meu caminho?

Sei lá... 

Só sei que não admito que ninguém me julgue, que ninguém me diga o que posso ou não fazer. Principalmente pelo fato de não fazer isso com as pessoas à minha volta.

E se tiver uma mãe por aí aflitíssima como eu fiquei depois de ouvir algo parecido com isso... Dá um belo fuck off e grita:

"Quem é mãe e não é gente, que atire a primeira pedra!

E quem não for mãe... beijos."


02 março 2011

Mudança de foco! ^^

Só quando tive essa deliciosa conversa hoje com o Lu, me toquei de como meu foco mudou depois da Julinha e de alguns percalços... ^^

vc é uma guerreira
vai saber viver os melhores caminhos
tô feliz que vc goste tanto do Yoga
me faz muito bem
e quero que te faça bem também
com regularidade
e força de vontade
vai se mexer
fortalecer
alongar
preparar a parte cardiorespiratória
é só praticar!
Vamos que vamos!
e os trabalhos?
muita coisa?
ainda é workaholic?
hihihih
ou tá mais controlada depois de Maju?

hehehehehe
querido!
eu to mais controlada
na verdade eu mudei o foco né
ser a melhor no q eu faço não importa o quanto precise me dedicar ainda é uma busca
MAS
hoje meus maiores papéis são os de mãe e mulher
estou cuidando da julia e de mim como sempre cuidei dos meus trabalhos
a ju tem o melhor de mim desde o inicio, mas eu sempre me deixei de lado, nunca me priorizei
trabalho ainda é 1/3 de mim
mas 2/3 agora são mais humanos
^^
é um exercicio diario, mas é deliciosamente recompensado
^^

27 fevereiro 2011

Vida enquanto projeto

Falo tanto de projetos no meu dia a dia que hoje acordei pensando "nunca procurei no dicionário...". 
Aí está:


Projeto s.m. O que se tem a intenção de fazer; desígnio; intento; plano de realizar qualquer coisa. / Estudo, com desenho e descrição, de uma construção a ser realizada. / Primeira forma de uma medida qualquer: ainda é um projeto. // Projeto de lei, texto redigido e em tramitação numa Casa legislativa, o qual depende de aprovação para se transformar em lei.


Analítico demais? 

Talvez.
Mas eu acredito que dá pra usar boas ferramentas pra melhorar o curso da vida. ^^

Beijos



Ísis Rocha

25 fevereiro 2011

Sempre eu, sempre minha.

Oi gentes! =)

Vocês já repararam como algumas situações que vivemos têm a bizarra capacidade de nos mudar profundamente?
De muitas vezes nos levar a caminhos que não aqueles que escolhemos sem que ao menos possamos nos dar conta disso.

Vivi várias situações assim ao longo da vida. É difícil de admitir, mas muitas vezes minha enorme capacidade de adaptação me deixou cega diante de desvios desnecessários.

É preciso ficar alerta aos sinais sutis de que você está saindo da rota, do seu caminho. 
É óbvio que ao longo da vida a gente muda mesmo, aprende, evolui. Mas deixar de ser você mesmo é diferente. E é difícil perceber a diferença entre uma coisa e outra. 
Então o aviso é: Preste atenção! Olhe pra você, curta-se, admire-se e nunca permita que o caminho mais fácil ou conveniente se torne o seu caminho.
 Nunca relaxe nessa vigilância.

Ser totalmente Eu e plenamente Minha. Desafio edificante de todos os dias. ^^

05 outubro 2010

Auto-crítica

By Michele Menezes

Quando minha pqna Lemon Lady me mostrou esse desenho, me veio à cabeça: "Que linda tradução de como nossa auto-crítica se manifesta. Preciso escrever sobre isso..."

E aqui estamos! ^^

Por esses dias um grande amigo me disse "Ninguém, por mais que tente será mais cruel comigo do que eu mesmo". E ficamos um tempo falando sobre isso.

Acho que é assim com todo mundo, ou pelo menos com as pessoas que querem dar sempre o melhor de si pro mundo.

Sempre que critico uma atitude minha sou a mais dura possível e nem sempre isso me faz bem.

Aprender a dosar a auto-crítica é um desafio diário. 
Ficar na tênue linha entre aprender com os erros e me torturar por eles é super difícil, mas vale à pena tentar.
Vale porque sendo crítica, me cobro, me forço a ser sempre uma pessoa melhor. 
E aprendendo que não preciso ser tão dura assim em algumas situações, me aceito como humana, passível de falhas e tudo bem, a vida continua.

Eu gosto de estar com minha face mais cruel sempre pronta pra apontar meus erros, principalmente erros que cometo contra mim mesma.
Mas nunca deixo que ela dite as regras.
Ok. eu até deixo, mas logo reúno forças e retomo o controle. :P

Quero ensinar a importância disso pra Juju... dia a dia... ^^

Beijos! ^^