Vida - E aí, vai ser infeliz ou causar uma dor temporária na sua filha?
Mãe - Se eu puder evitar dor nela, serei a pessoa infeliz mais estupidamente feliz do mundo.
Vida - Então, o problema é que sendo infeliz, ela vai ter uma mãe assim como modelo. E aí?
Mãe - Puta que pariu, você não facilita, né?
Vida - Não estou aqui pra facilitar. Estou aqui pra fazer você crescer enquanto passa por mim.
Mãe - Não quero passar por isso, não vou escolher.
Vida - Então você já fez a sua escolha. Quando a infelicidade te incomodar o suficiente, voltamos a conversar.
...
Mãe - VIDA, cacete. Eu desisto. Você venceu. Não aguento mais a minha filha olhar pra mim e ver uma mulher ridícula, que se anula e nem sorrir mais consegue.
Vida - Então se prepare, pois a dor dela é temporária, mas é real e dura. Você está preparada?
Mãe - Lógico que não. Pergunta idiota. ¬¬
Vida - Acontece. Mas pelo menos eu estou avisando...
Mãe - Tá, tá...
...
Meu, que vida de merda é essa que te pede pra fazer escolhas tão cruéis?
Pânico de um dia olhar pra trás e ver que fiz escolhas erradas.
Embora elas me pareçam indiscutivelmente corretas agora.
Vai saber, né?
Pelo menos vou poder dizer que tomei as rédeas, que tomei decisões.
E principalmente, que elas foram tomadas com a melhor das intenções: a busca da plenitude.
A busca infindável da melhor mulher em mim, pra ser a melhor mãe que eu puder.
Uma pessoa infeliz, incompleta, não pode nunca ser bom exemplo, boa compania pra ninguém. Por mais que tente.
Eu acredito nisso.
Por isso, por mim e pelos meus, eu VOU ser feliz.
Tome o tempo que tomar...
Exiga o esforço que exigir...
Traga a revolução que trouxer...
Por mim, por ela.
