27 fevereiro 2011

Vida enquanto projeto

Falo tanto de projetos no meu dia a dia que hoje acordei pensando "nunca procurei no dicionário...". 
Aí está:


Projeto s.m. O que se tem a intenção de fazer; desígnio; intento; plano de realizar qualquer coisa. / Estudo, com desenho e descrição, de uma construção a ser realizada. / Primeira forma de uma medida qualquer: ainda é um projeto. // Projeto de lei, texto redigido e em tramitação numa Casa legislativa, o qual depende de aprovação para se transformar em lei.


Analítico demais? 

Talvez.
Mas eu acredito que dá pra usar boas ferramentas pra melhorar o curso da vida. ^^

Beijos



Ísis Rocha

25 fevereiro 2011

Sempre eu, sempre minha.

Oi gentes! =)

Vocês já repararam como algumas situações que vivemos têm a bizarra capacidade de nos mudar profundamente?
De muitas vezes nos levar a caminhos que não aqueles que escolhemos sem que ao menos possamos nos dar conta disso.

Vivi várias situações assim ao longo da vida. É difícil de admitir, mas muitas vezes minha enorme capacidade de adaptação me deixou cega diante de desvios desnecessários.

É preciso ficar alerta aos sinais sutis de que você está saindo da rota, do seu caminho. 
É óbvio que ao longo da vida a gente muda mesmo, aprende, evolui. Mas deixar de ser você mesmo é diferente. E é difícil perceber a diferença entre uma coisa e outra. 
Então o aviso é: Preste atenção! Olhe pra você, curta-se, admire-se e nunca permita que o caminho mais fácil ou conveniente se torne o seu caminho.
 Nunca relaxe nessa vigilância.

Ser totalmente Eu e plenamente Minha. Desafio edificante de todos os dias. ^^

23 fevereiro 2011

Adeus mau-humor matinal!!


“Detesto acordar cedo!”
Perdi as contas de quantas vezes repeti isso com o olhar “vou matar alguém hoje se não me derem mais 5 minutos”.

Acordar cedo não é das melhores coisas da vida pra muita gente, mas pra mim sempre foi um martírio. Eu sou notívaga, funciono muito melhor à noite e por isso sempre me pareceu óbvio estudar até as 3h da manhã mesmo tendo prova às 7h. Era meu melhor momento, quando eu assimilava mais a matéria...
Meus pais nunca entenderam lógico. Pra eles era inadmissível que eu passasse a tarde inteira dormindo e acordasse mais do que disposta pra ir fazer esporte no início da noite, voltar e estudar noite adentro. Enfim, esse não é o assunto principal de hoje.

São 07h23, acabei de chegar em casa e estou num dos melhores momentos matinais da minha vida. Esse sim é o assunto de hoje.

Desde que a Julia nasceu, dormir tranqüila e continuamente é um luxo raríssimo, como para todas as mães deve ser. E isso super contribuiu pro meu usual tom de reclamação virar quase uma indignação todas as manhãs.
A certeza de ter que acordar diariamente ainda cansada e muito mais cedo do que eu jamais pensei na vida me irritava a cada dia. Eu sinceramente achei que era um fardo a aceitar: “Vou acordar cedo todo dia, vou ficar irritada todo dia, mas tenho que fazê-lo, fazer o que? Não posso ficar reclamando, mas também não vou passar a gostar nunca, certeza.”

Há duas semanas começaram as aulas da pequena. Ela está encantada com a escola e acorda empolgadíssima. Lindo, certo? Certo. Mas isso também quer dizer que tenho 1 hora a menos de sono diariamente. 
No início, achei que ia morrer, depois achei que não ia conseguir e depois voltei ao ponto de aceitação: “Fazer o que?”

Perdi a hora num dos primeiros dias de aula. Sorte que os pequeninos têm meia-hora de tolerância e com uma força-tarefa conseguimos deixá-la na escola a tempo. Mesmo assim fiquei péssima. Que tipo de mãe sou eu que não escuta o despertador e quase faz o bebê perder um dia delicioso na escola? "Uma mãe que não tem a capacidade de achar natural acordar às 06h.", pensei.
Arrumei uma solução pro despertador: Qual a única coisa que me faz acordar sem falhas? “Maria Júlia”. Gravei a voz dela no meu celular. Sempre que escuto a gravação dou risada lembrando dela olhando pro telefone e perguntando toda interessada: “Alô, mamãe? Esse é O Alô, mamãe?” Resolvido! Acordar assim é bem mais fácil.

Mas isso ainda não tinha resolvido o grande problema: “Ainda detesto acordar cedo!”

Hoje ela acordou sozinha às 05h30. “Acóda, mamãe, quero icóla”. Eu ainda desnorteada, levantei, dei banho, pus uma fralda, fiz a mamadeira e a deixei tomando o “gogó” em frente à TV enquanto preparava o lanche. Lembrei como é gostoso, depois dos instantes de revolta pós-sono, passar essa horinha “pré”escola com ela.
Poder dar o banho e curtir as expressões de felicidade cheias de energia, ter trabalho pra convencê-la a comer o café da manhã e não o lanche da escola, pensar e decidir com todo meu amor de mãe o que ela vai levar pra comer hoje... Reconferir a agenda pra ver se não deixei passar nenhuma tarefa ou aniversário de amiguinho, arrumar a mochila, pensar em cada momento da manhã dela e em tudo que ela vai precisar.
Ter certeza de que fui eu, a mamãe, que deixei tudo pronto, que pus uma pitada de carinho em tudo que vai acompanhá-la durante o dia é deliciosamente indescritível.

Como ela acordou muito cedo, fui deixá-la na escola às 06h40. As professoras chegando, poucos alunos, bem diferente do caos de quando chegamos em cima da hora. Pude ficar brincando com ela os 20 minutos que faltavam pra hora da aula. 
Ela amou me mostrar os brinquedos, o parquinho, tudo que ela mais gosta ali. Fiquei encantada com o brilho nos olhos da minha pequena dividindo um pouco da sua rotina comigo.
“Igual à mãe.” Lembrei de como era importante pra mim contar tudo que tinha acontecido no meu dia pros meus pais, a vida toda. Adorei poder estar ali com ela. 

Precisei vir embora e andei as 06 quadras da escola até aqui curtindo o sol ameno e a falta de pressa – afinal de contas, nunca tinha voltado tão cedo.
De repente me toquei que eu não preciso acordar pensando que a próxima hora vai ser um saco. É só uma questão de mudar a percepção, olhar por outro ângulo.
Acordar cedo pode ser uma chance pra incluir coisas novas à rotina, inclusive passar um tempo precioso com a minha pequena tão linda.
Não quer dizer que vou acordar feliz da vida todos os dias, mas tenho certeza de que vai fazer uma grande diferença no meu jeito de pensar a partir de hoje.

É engraçado como relendo isso parece tudo tão óbvio... 

Mais um toque de Maria Júlia mostrando soluções simples para “problemas” desnecessários.


“A gente já tem um monte de problemas de verdade, ninguém precisa dos de mentirinha que a gente inventa só pra se ocupar.” Grande observação que ouvi essa semana. ^^


Beijos beijos

Mamis edificando-se,

Ísis Rocha

22 janeiro 2011

Re-re-retorno

Oi gentes! =)

Sei que sempre tenho uma desculpa pra abandonar o blog por períodos indeterminados, mas é uma promessa para 2011 redobrar os esforços pra isso não acontecer mais. :P

Não esperem posts muito longos nos próximos dias, mas voltarei à minha terapia "particular" de escrever e ver se e como o que sai dessa louca cabecinha toca outras pessoas. (por isso comentem sempre que der, please ^^)

A mãe que vos fala não achou assunto melhor - apesar de já ter falado sobre isso aqui - do que a velocidade absurda com que nossos pequenos crescem. E eu não tô falando de centímetros, mas sim de independência, de compreensão, de capacidade cognitiva...

Como eu posso aceitar que a pequena criaturinha que desde que nasceu não dormia sem mamar no meu peito agora diz "teté não, mamãe, só naná"

Oi??? - frisando a expressão de indignação + susto -> O_O

Cadê aquele dramalhão que eu tanto esperei pós-desmame? Poisé, o drama foi só meu. Ela sentiu falta, lógico, mas contrariando todos os meus devaneios de mãe de primeira viagem, contar uma boa história de princesa ou cantarolar a musica de abertura do cocoricó enquanto faço cafuné super substituiu com louvor as mamadas na hora de dormir.

Eis que acabo de cortar o segundo cordão umbilical com minha pequena Maria.

Bjs

Mãe assustadíssima vendo suas paredes sendo levantadas dia a dia. ;)

29 novembro 2010

Missões cumpridas

Desgrenhada, cabelo à base de xampu de hotel e humidade de beira de praia há dias, com todos os musculos do corpo em frangalhos, calça caindo porque usei meu cinto pra fazer um torniquete na perna de um cliente que se machucou num hidrante do estacionamento, camiseta desalinhada porque eu realmente não tinha tempo pra olhar pra isso, olheiras de 3 dias quase sem dormir, exaustão de tanto caminhar, muita, muita saudade da minha pequena que eu não via há pelo menos 10 horas e um sorriso meu, só meu. 

Foi assim que acabei a noite desse sábado, caminhando em direção ao banho merecido, tirando o fone do rádio, olhando pra trás e vendo o centro de convenções ainda iluminado, cheio de gente curtindo o encerramento do evento.

Há pouquissimas coisas no mundo tão gostosas quanto a sensação de dever cumprido. 
Fazia tempo que não sentia isso.

A marca mais visível que ficou em mim depois desse job foi ver que a Julia, apesar de sentir a minha falta, pois nos 4 dias de montagem e evento quase não a vi, estava feliz e bem cuidada. 

Confesso que nos horários das refeições e de pôr pra dormir, quando eu olhava pro relógio e via que não ia conseguir parar meia horinha pra ficar com ela, meu coração partia, ficava angustiada, mas lembrava que ela estava com a babá e a avó paparicando, cuidando de necessidade dela com todo carinho possível, me concentrava e seguia em frente.

No final do evento, decidi vir pra casa, não dormir no hotel. Eram 3h da manhã e eu teria que voltar pra desmontagem às 8h, mas valia à pena. Só queria dormir abraçada com ela, dizer que eu estava ali.

Cheguei exausta, deitei ao lado dela e avisei que tinha chegado.
Ela sorriu como se estivesse vendo o melhor presente do mundo, olhou pra mim, disse "Mamãe, amo" e voltou a dormir.

Foram as 4 horas de sono mais revigorantes da minha vida.

Percebi que minha missão de não deixar nunca a Maria achar que estou longe dela foi tão cumprida quanto a de fazer meu melhor em cada trabalho.

^^

Acho que depois dessa posso contar alguns tijolinhos a mais na contrução! ;D




Mãe besta, profissional realizada (again ;D).

=***