Mas ele - que também não era muito bom - estava lá, do meu lado!
Todas as noites quando eu chegava da escola e ele do trabalho, tínhamos a missão de passar a tabuada até acertar.
Eu tive sérias dificuldades mesmo. Sabia que não sabia o suficiente, então quando a professora chamava, suava, ficava nervosa, queria sumir. Mas ele não me deixaria desistir.
E assim seguimos, tentando, acertando, falhando e tentando de novo.
Até que um dia... eu consegui! A "tia" perguntou tudo em ordem, de trás pra frente, salteado. E eu acertei tudo! Venci a bendita tabuada! Vencemos juntos!
Cheguei em casa e corri o quanto pude. Eu mal podia respirar! O vi e pulei no seu colo:
"Pai, eu acertei tudo! Eu consegui!"
Ok! Mas o que isso tem a ver com a maternidade?



